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Zero Trust na prática: como construir uma arquitetura de segurança que realmente impede ataques modernos

  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Por muitos anos, a segurança digital das empresas funcionou com uma lógica simples: “Se está dentro da rede, está seguro.” O famoso perímetro de segurança.


Só que o mundo mudou. Usuários acessam sistemas de casa, do celular, de outras cidades, da nuvem, de ambientes híbridos…


E os ataques modernos — especialmente os que envolvem engenharia social, roubo de credenciais e acesso indevido — ignoram completamente essa fronteira.


Foi assim que nasceu o Zero Trust, um modelo que parte de um princípio bem direto: Não confie em nada. Verifique tudo. Sempre.


E, apesar do nome parecer técnico, o Zero Trust aplicado na prática é muito mais simples do que muita gente imagina.


Por que Zero Trust é tão necessário hoje

Os ataques modernos não invadem firewall. Eles invadem pessoas.


Um e-mail convincente, uma senha reaproveitada, uma ligação falsa com voz clonada por IA… Tudo isso é suficiente para um atacante entrar como se fosse um usuário legítimo.


Ou seja: o maior risco hoje não está na borda da rede — está no acesso.


Como aplicar Zero Trust de forma simples e realista

Zero Trust não é um sistema. Não é um software. Não é um “produto”.


É uma forma de organizar a segurança da empresa com base em três práticas centrais:


1. Verificar identidade o tempo todo (IAM + MFA)

Não basta login e senha. Não basta confiar no “já conheço esse usuário”.


Na prática, Zero Trust significa:

  • MFA obrigatório

  • Senhas fortes e não repetidas

  • Revalidação de identidade em ações sensíveis

  • Acessos temporários e revogáveis

  • Perfis por função (cada pessoa com o mínimo necessário)


Isso sozinho já corta uma enorme quantidade de ataques baseados em credenciais.


2. Não dar mais acesso do que o necessário

Zero Trust não é sobre barrar tudo. É sobre dar acesso exato, no momento exato e apenas ao que faz sentido.


Isso evita o clássico: “ah, libera tudo pra mim, que fica mais fácil”.


Na prática: Menos acesso = menos risco.


3. Monitorar comportamento — e não só login

Em Zero Trust, você não só valida quem entrou, mas como está se comportando.


Exemplo real:

  • usuário acessou fora do horário

  • de um país diferente

  • baixou arquivos incomuns

  • tentou acessar algo que nunca tentou antes


Zero Trust não atrapalha o negócio — ele destrava

Tem gente que pensa que Zero Trust deixa tudo mais lento. É o contrário.


Quando há clareza de acesso, monitoramento e políticas diretas:

  • Menos erros acontecem

  • Incidentes diminuem

  • O time de TI para de apagar incêndio

  • Auditorias ficam mais fáceis

  • O negócio ganha previsibilidade


Zero Trust é sobre controle inteligente, não sobre burocracia.


Como começar Zero Trust hoje (sem virar um projeto gigante)

Nada de implantar tudo de uma vez. Comece pequeno:

  1. Ative MFA para todos e para tudo.

  2. Reveja os acessos atuais.

  3. Padronize logins, senhas e permissões.

  4. Ative monitoramento 24/7 com alertas de comportamento.

  5. Crie políticas curtas, claras e que as pessoas realmente entendam.


Começar simples já coloca sua empresa anos à frente.


Zero Trust é sobre proteger pessoas — e não só sistemas

No fim das contas, o objetivo não é “travar a empresa”. É impedir que um simples descuido, um acesso liberado demais ou um golpe bem executado destruam uma operação inteira.


 
 
 

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